A Irlanda que eu conheci

Caro leitor e cara leitora, resolvi escrever sobre a Irlanda em homenagem ao Dia de São Patrício, celebrado dia 17 de março, data que escrevo este texto, e em homenagem à terra que foi meu lar durante 10 meses, num passado cada vez mais distante. Espero que gostem!


O ano era 2012 e eu passava por um período um tanto quanto confuso: faculdade em greve, trabalho novo numa grande escola de inglês e uma inquietação com a qual eu não sabia muito bem como lidar. Resolvi revirar o baú de sonhos antigos e planejar um intercâmbio. Conversei com amigos próximos e familiares, que me deram o maior suporte - sempre com a ressalva de não esquecer da faculdade, que voltaria após a greve.


E lá fui eu em 5 de janeiro de 2013 me aventurar na Ilha Esmeralda (Emerald Isle), como é conhecido esse país chamado Irlanda. Não vou romantizar minha memória. No começo, tudo foi muito difícil: a língua e o sotaque, o frio cortante e deprimente, tudo foi absolutamente chocante.


Minha rotina era simples. De manhã, estudava num curso preparatório para a prova do IELTS, onde conheci pessoas de vários lugares do mundo e professores sensacionais, e, de tarde, rodava pela cidade, Dublin, a capital, conhecendo o lado ímpar, de um lado do rio, e o lado par, do outro lado, e, claro, espalhando alguns currículos.


Tudo, absolutamente tudo, me deixava muito ansioso e angustiado. No dia de São Patrício (St. Patrick's Day), lembro de ter jurado que ia morrer de frio quando parei de sentir meus pés assistindo ao desfile in loco no centro de Dublin. Quando lembro desses primeiros meses, tenho a impressão de que sonhei tudo e fui acordar lá pra abril, ou seja, três meses depois de minha chegada... Pois foi em abril que o tempo começou a melhorar um pouco, havia me mudado para Dublin 6, mais perto do centro (antes, morei em Dublin 11, looonge...), o ouvido já havia se acostumado mais à música do sotaque irish e o primeiro emprego veio para tranquilizar o bolso e marcar melhor a rotina.





Comecei a buscar mais aspectos que me interessavam, como a história do país.

Comecei a buscar mais aspectos que me interessavam, como a história do país - que, por sinal, tem pontos de semlhança com a história do nosso Brasil-, passei a acompanhar mais o noticiário de lá, andava pela cidade indo e vindo do trabalho prestando atenção em tudo, falava com pessoas nas ruas, ouvia as músicas típicas, ia nos museus e parques, enfim: vivi uma vida possível, feliz, algo que havia parecido bem difícil num primeiro momento.


Assim levei a vida até meados de setembro, quando consegui juntar um bom dinheiro e fazer uma viagem por alguns lugares que sonhava conhecer como Londres, Amsterdã, Bruxelas e a própria Irlanda do Norte. Depois disso, em outubro, voltei para o Brasil realizado com a experiência.


Hoje, quando me perguntam, eu sempre gosto de dizer que tudo valeu a pena, mesmo com todo o perrengue e a dificuldade de adaptação do início, acho que fiz bem em insistir mais porque posso dizer que, de fato, vivi a experiência. Gosto, também, de salientar que a Irlanda (Dublin, em especial) que conheci, foi uma, em 2013, e, de lá pra cá, não sei o quanto o cenário mudou... Continuo ouvindo relatos positivos e negativos, mas, sinceramente, acho que se aprendi uma coisa foi que sempre é possível tirar o melhor de um lugar, viver o melhor dele, caso esteja disposto a fazer um esforço para isso.




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