Coisas que aprendi ENSINANDO inglês (e que podem te ajudar também!)

Eu, teacher Matt, e a teacher Re já contamos algumas vezes no nosso Instagram a nossa história como casal, como estudantes e como professores de inglês. Hoje, porém, quero aprofundar um pouco mais na minha história e nas minhas observações enquanto professor e o que pude observar no ensino e no aprendizado de língua inglesa. Quero que deixem na seção dos comentários a opinião e a história de vocês se possível! Vamos lá!


Primeiramente, quero esclarecer e ser sincero quanto ao fato de que, no início da minha carreira, fui um tanto quanto egocêntrico em sala de aula. Sim, eu me sentia bem numa suposta posição de poder, onde eu era - aliás, pensava ser - o detentor da sabedoria. Ingenuidade pura! Logo nos primeiros meses em sala fui percebendo que a troca com os alunos é o mais legal da profissão! A dúvida de um, o insight de outro, a crítica, a sugestão, enfim, todos esses elementos fazem do ensino um processo sólido e enriquecedor!


Quando me livrei dessas amarras de achar que havia alguma "hierarquia intelectual" em sala de aula, minha preparação e a forma de encarar meu trabalho passou a ser diferente. Também eu percebi que meu conhecimento objetivo da matéria e da didática não podia acontecer sem pensar em como poderia ser a recepção de cada grupo de alunos e de cada indivíduo. Planos A, B, C, D e daí por diante passaram a fazer parte natural da minha preparação.


O outro aspecto, e talvez o mais importante, é que percebi que ensinar uma língua estrangeira é diferente de ensinar qualquer outra disciplina. Já falei sobre isso aqui no blog e em outras mídas, mas é, de fato, a minha opinião, sem querer com isso diminuir a importância dessa ou daquela matéria, de forma alguma! Só falo isso observando ao longo dos anos como um idioma mexe com o aluno. Existe uma questão psicológica, sim, de o aluno muitas vezes ter que lidar com traumas passados envolvendo sua forma de se comunicar com os outros e de ver o mundo. A aula de línguas expõe o aluno, e cabe ao professor ter essa sensibilidade.


Aprendi que, em um grupo de alunos, haverá maneiras de aprender de cada aluno e as dinâmicas relacionais entre esses alunos devem ser monitoradas de perto para que sejam benéficas para todos. Sentir-se confortável no ambiente - com colegas, professor e, claro, com o método e o ritmo da aula - é fundamental!


Você, aluno ou aluna que esteja lendo esse texto, reflita sobre isso também. O seu jeito de aprender tem que ser levado em conta na hora de entender o seu perfil de aprendizado. Não se cobre além da conta ou não desista e caia em armadilhas do tipo "isso não é pra mim" e ainda "eu nunca vou aprender isso!". Assim como eu, professor, aprendi com o tempo, você, aluno(a), pode aprender também!

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